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A IA Não Vai Substituir o Humano

Mas Vai Remodelar o Mercado


Há um medo recorrente nos ambientes corporativos: será que a inteligência artificial vai tomar meu lugar? Na Poggi, acreditamos que a resposta é não. Mas temos uma nuance importante a compartilhar: a realidade é mais complexa — e mais promissora — do que parece.


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O Paradoxo da IA: Quem Ganha Mais?


Pesquisas recentes revelam um fenômeno intrigante: há uma diminuição significativa da diferença entre profissionais sêniores e novos entrantes da mesma área. Parece contraditório, mas faz todo sentido quando você entende como a IA funciona.


Para um consultor júnior, a IA é um acelerador extraordinário. Ela automatiza tarefas repetitivas, padroniza processos e entrega insights em velocidade inédita. É como ter um mentor disponível 24/7. Mas para um consultor sênior? O ganho é menor, porque grande parte de suas atividades já está relacionada a síntese estratégica, tomada de decisão e mentoria — coisas que a IA ainda não domina completamente.


Isso não é ruim. Apenas diferente. E requer adaptação.


Equilibrando a Assimetria: O Papel Real da IA


A IA não vem para substituir o humano. Ela vem para calibrar.


Imagina uma equipe onde alguns consultores têm 20 anos de experiência e outros têm 2 meses.


Historicamente, essa assimetria era um desafio — os juniores demoravam anos para chegar ao nível dos sêniores. Agora, com a IA tratando das tarefas operacionais, essa curva de aprendizagem fica muito mais rápida.


Os iniciantes conseguem entregar qualidade superior em muito menos tempo, equilibrando a diferença de conhecimento.


Resultado? Mais performance. Mais eficiência. Equipes mais niveladas.


Setores Serão Remodelados, Não Extintos


Um equívoco comum é pensar "se a IA faz X, essa profissão vai desaparecer". Não é assim que funciona. Os setores serão remodelados, não extintos.


Tomemos consultoria como exemplo. O futuro não é um mundo sem consultores. É um mundo onde consultores juniores não gastam 40% do tempo em análise de dados — porque a IA faz isso. Eles gastam esse tempo em contexto, estratégia, relacionamento com cliente e pensamento crítico. As tarefas repetitivas ganham velocidade e segurança. Os postos de trabalho se transformam, mas não desaparecem.


A figura humana como supervisora, validadora e tratadora da informação continuará não apenas presente, mas ainda mais crucial.


O Novo Requisito: Profundidade Distribuída


Aqui vem o desafio real. A IA exigirá do humano algo que nem sempre era tão valorizado: síntese, articulação e amplitude horizontal de conhecimento.


Sim, a IA "supostamente sabe tudo". Mas isso é uma ilusão. Ela conhece padrões, não contexto real. Um consultor que saiba apenas sua especialidade muito profundamente terá dificuldades em conversar com a IA de forma inteligente.


Quem prosperar será quem conseguir ter profundidade média-alta em várias áreas — porque será capaz de questionar a IA, contextualizá-la e extrair seu melhor valor.


A Verdade Incômoda


Vamos ser diretos: quem não se remodelar ficará obsoleto. Mas — e isso é importante — não será substituído pela IA. Será substituído por humanos que sabem extrair o melhor da IA.


Porque no final das contas, o que tira um profissional do emprego não é a tecnologia. É a incapacidade de se manter útil e empregável dentro das organizações. A IA é apenas um catalisador dessa realidade que sempre foi verdadeira.


O Convite


Na Poggi, vemos a IA como uma ferramenta de reinvenção. Para consultores que estão dispostos a aprender, sintetizar e se adaptar, o futuro é extraordinário. Para os que insistem em fazer o mesmo de sempre, bem... a vida está exigindo mudança.


A pergunta que você precisa fazer é: em qual lado você quer estar?


 
 
 

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